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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Um projeto para humanizar a saúde pública

Um ambiente virtual que conseguiu ter influência real na vida de profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde – SUS

“Humanização e um melhor atendimento nas unidades de saúde de todo o país”, este é o foco defendido pelo médico sanitarista Dr.Ricardo Teixeira, Professor da Universidade de São Paulo e Pesquisador de Comunicação e Inteligência Coletiva. Dr. Ricardo é também consultor da Política Nacional de Humanização – PNH e é responsável em coordenar a‘Rede Humaniza SUS’, desde a sua criação em fevereiro de 2008. O projeto ganhou destaque este ano quando se tornou o canal de mobilização de profissionais para ajudar vítimas da tragédia que ocorreu em Santa Maria e abalou o país.
“O objetivo foi criar um site colaborativo que permite que trabalhadores, gestores e usuários do SUS, de todo o país, possam interagir na busca de melhorar o atendimento”, explica.
Uma das editoras do site, Sabrina Ferigato, diz que em tragédias como a que ocorreu em janeiro deste ano, em Santa Maria (RS), onde 242 jovens morreram em um incêndio na Boate Kiss, a rede foi o canal utilizado para que os profissionais da saúde de todo o país se mobilizassem em apoio às vítimas e seus familiares. “Psicólogos e psiquiatras que fazem parte da ‘Humaniza SUS’ foram para Santa Maria prestar apoio intensivo e usaram a rede para desabafarem a dor diante dos acontecimentos, muitos desses relatos vinham em tempo real, horas após a tragédia”, salienta.
“A Rede é um espaço importante para troca de experiências, que permitem que boas ideias se propaguem através dos serviços do SUS em todo país”, ressalta o coordenador Dr. Ricardoao citar um artigo publicado no site que mostra o programa desenvolvido pelo Hospital Infantil Lucídio Portella, de Teresina (PI), que instalou redes nos berços para melhor acolher as crianças.
O projeto implantado no hospital de Teresina em 2004 passou a ser utilizado em outras unidades de saúde, inclusive este ano no Hospital Virvi Ramos, em Caxias do Sul (RS).
Para Dr. Ricardo a ‘Rede Humaniza SUS’ foi uma aposta que deu certo: “hoje ela possui dez editores, cerca de 16 mil membros e recebe mais de 100 mil visitas por mês. Nosso site já foi defendido em teses de doutorado e mestrado, iniciativas essas que ajudam a mostrar ainda mais a potência do SUS”, completa.
A Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Santa Isabel (SP), a primeira do país a possuir um laboratório para exames básicos e profissionais de assistência social, tornou-se usuária da ‘Rede Humaniza SUS’. O administrador da Unidade, Daniel Frúgoli confessa que desconhecia o projeto, mas defende que iniciativas como esta trazem melhorias sem custo algum para as unidades de saúde. “O site nos permite a troca de experiência, se algo que eu fizer aqui surtir um bom efeito vou divulgá-lo pela rede, para que outros colegas da saúde, apliquem em sua cidade”, disse.
Segundo Dr. Ricardo, a ‘Rede Humaniza SUS’ será sempre uma plataforma colaborativa, para o livre uso de trabalhadores e usuários do SUS. 
Para os interessados em participar da ‘Humaniza SUS’ basta acessar o endereço eletrônico: www.redehumanizasus.net. 

Matéria produzida em outubro de 2013, para o 8º Prêmio Santander Jovem Jornalista em parceria com o Jornal Estadão. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Internautas criam página em rede social para prestigiar execução de brasileiro na Indonésia

Além do brasileiro outras cinco pessoas de países diferentes estão no corredor da morte para serem fuziladas nas próximas 72 horas. Todos serão vendados e podem escolher morrer de pé, sentado ou deitado.
Com menos de 15 horas de criação a página na rede social Facebook “Assassinato de Marco Archer Cardoso Moreira”, já estava com 113 confirmações de pessoas que iriam prestigiar de suas casas a morte do brasileiro Marco Archer, 53, condenado por tráfico internacional de drogas em 2004 ao tentar entrar com 13 quilos de cocaína na Indonésia. A droga estava escondida dentro de tubos de uma asa delta.
Marco Archer durante julgamento em 2004
Não há informações sobre quem teria criado a página, apenas uma mensagem anexada no topo dela mostra que o criador é favorável à execução: O Cara foi preso por tráfico de drogas e a Dilma pediu para o Presidente da Indonésia liberar o 'querido', mas felizmente o Sr. Joko Widodo a ignorou e vai chamar o cara na bala, e é claro, todos nós, brasileiros de bem, devemos participar deste mega evento”, diz a mensagem.
Em meios às matérias de jornais publicadas na página há seguidos comentários de internautas que se mostram favoráveis à condenação e outros poucos que acreditam que Marco deveria ter uma segunda chance.
Nem mesmo a publicação de um vídeo onde o brasileiro se mostra arrependido do que fez convence os internautas. Nele o Marco revela que pretende voltar ao Brasil para contar sua história a jovens que querem ingressar no mundo do tráfico. “Para mostrar que a droga só leva a dois caminhos, a prisão ou a morte”, diz. Em seguida o comentário de um internauta ressalta que ele não precisa voltar ao Brasil para mostrar nada aos jovens daqui. “Sua execução já será um grande exemplo para que eles nunca se aproximem da maldita droga. Morra desgraçado”, acrescenta.
Em outra publicação uma jovem se mostra contra a morte do brasileiro, mas sugere que a presidente Dilma expulse os Indonésios do Brasil, uma vez que teve o seu pedido de clemência negado pelo governo da Indonésia.
A presidente Dilma Rousseff telefonou na tarde de ontem para o chefe de estado do país Joco Widodo solicitando que não fosse aplicada a pena de morte a Marco, mas seu pedido foi negado: “Não há clemência para traficantes”, declarou Widodo.
Em outras duas páginas que se mostram contra a condenação do brasileiro criadas nesta semana houve poucos seguidores. Em uma delas que propõe uma passeata contra a morte de Marco Archer, 11 pessoas confirmaram presença ao evento, mas não há endereço de onde seria realizado o ato.
O professor de jornalismo e Doutor em Ciência Política, Leonardo Sakamoto defendeu em seu artigo publicado hoje em seu blog no Portal UOL que as pessoas que se mostram pela rede social, favoráveis a pena de morte do brasileiro opta pelo terrorismo ao invés de buscar mudanças estruturais. “Não defendo o crime, tão pouco bandidos e traficantes, defendo a descriminalização das drogas como parte do processo de enfraquecimento dos traficantes”, declarou e acrescenta. “O que está em jogo aqui é que tipo de Estado ou Sociedade estamos nos tornando ao defendermos pena de morte ou justiça com as próprias mãos”.
A execução de Marco, que no Brasil trabalhava como instrutor de voo, esta prevista para este sábado, 17, ás 16h horário de Brasília, madrugada de domingo no horário local, segundo confirmou o Itamaraty. Alguns familiares visitaram Marco no presídio na manhã de hoje.
Além do brasileiro, outras cinco pessoas de países diferentes estão no corredor da morte para serem fuziladas nas próximas 72 horas. Todos tiveram pedidos de clemência negados, serão vendados e podem escolher morrer de pé, sentado ou deitado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Thales passou o bastão para Ana, Ana passou para Ricardo, Ricardo pode passá-lo para você

As vidas que se cruzaram nos encontros do Projeto Repórteres do Futuro, dividem agora o prazer de terem conquistado o mesmo prêmio nas três últimas edições e com ele a oportunidade de estudar fora do país

A vida de estudantes de jornalismo é um aprendizado instantâneo, a largada é dada no vestibular, mas de nada adianta dar o primeiro passo se for somente para andar em busca de um diploma. Nesta semana Ricardo Rossetto foi anunciado como o vencedor do 9º Prêmio Santander Jovem Jornalista. A história dele se mistura com a de Ana Carolina Neira e Thales Willian, que venceram o mesmo Prêmio nas duas últimas edições. Vidas diferentes que aprenderam que os sonhos vão além dos muros das universidades.
Thales, Ana e Ricardo se conheceram entres encontros de um projeto denominado Repórteres do Futuro. Sob os conselhos um pouco repetitivo, mas de grande valia do ex-professor universitário e fundador do grupo, Sérgio Gomes, eles ouviram incansavelmente que “Jornalista que é jornalista precisa estar sempre preparado para fotografar, filmar, registrar qualquer momento que possa ser de interesse de uma terceira pessoa”. Foi seguindo este conselho, que hoje os já formados jornalistas conseguiram lapidar o fílin que havia dentro de cada um.

Thales Willian venceu o Prêmio em 2012
Foto: Divulgação
Natural de Roseira no interior de São Paulo, Thales conseguiu ingressar na universidade após ganhar uma bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni). Ele se mudou para Mogi das Cruzes, onde se formou pela Universidade Brás Cubas. Foi perto do último ano do curso, em 2012, que Thales participou pelo segundo ano consecutivo da Semana Estado de Jornalismo. Resultado de uma parceria entre o grupo Santander e o Jornal O Estado de S. Paulo.
Era a sétima edição daquele ano e após a semana de congresso o estudante escreveu a matéria. “Projeto leva exemplo de motivação a alunos carentes”. Eleita a melhor matéria entre as demais que lhe rendeu uma bolsa de estudos na Universidade de Navarra, em Pamplona na Espanha.
Em Navarra, Thales se especializou por seis meses em jornalismo digital. “O prêmio me permitiu alcançar um mundo novo. Este intercâmbio onde pude conhecer estudantes de várias nacionalidades me agregou ainda um olhar diferente sobre a realidade”, acrescenta o estudante que atualmente vive em Tijuana no México onde faz pós-graduação em sociologia.

Ana Carolina venceu a edição de 2013
Foto: Nivaldo Silva
Depois de Thales, foi à vez da paulistana com sotaque São Bernardense, Ana Carolina Neira vencer no ano seguinte o mesmo prêmio.   Ex-aluna da Cásper Líbero, ela se formou no final do ano passado e foi em agosto deste ano para a Espanha. Entre disciplinas opinativas e obrigatórias de Navarra, que é considerada uma das melhores universidades de jornalismo do mundo, Ana ressalta a importância de aprender o fazer jornalístico tendo como base a imprensa espanhola. “Eu agora consigo ter uma visão mais global das coisas, posso comparar o jornalismo do Brasil com o de outros lugares, o que é bom para o exercício da nossa profissão. Além de um novo idioma, o Prêmio me permitiu me aprofundar mais nas áreas de política, internacional, direitos humanos e jornalismo digital, com as quais pretendo trabalhar um dia”, diz.  
“Um pedacinho do Paraguai na Zona Oeste de São Paulo”, foi à matéria escrita por Ana para concorrer ao prêmio. Ela alerta para a importância dos estudantes que pretendem um dia participar da Semana Estado de Jornalismo, de estudar os textos produzidos por finalistas dos anos anteriores e em seguida procurar contar uma boa história que seja de interesse geral.

Ricardo venceu a 9º edição nesta semana
Foto: Nivaldo Silva
Foi atrás da melhor história que o Cásperliberiano Ricardo Rossetto conseguiu escrever a matéria “Em site: Indígenas ensinam sua história e derrubam preconceito” e com ela vencer na segunda-feira, 01, a 9º edição do prêmio. Ricardo ressalta que o faro jornalístico não surge por acaso e deve ser constantemente praticado através da busca de formação cultural e é ai que entra a importância dos cursos de extensão universitária. “O jornalista precisa ser um profissional multidisciplinar e sua formação cultural é um bem que ninguém pode lhe arrancar, não devemos ser profissionais medianos, por isso é importante sair da zona de conforto e meter as caras neste concorrido mercado, afinal o mundo esta ai para conquistarmos”, aconselhou.  

Para Rossetto a convivência com jornalistas experientes, fruto da ligação dele com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Projeto Repórteres do Futuro onde conseguiu realizar inúmeros cursos extras curriculares, contribuiu e muito para o resultado de sua conquista. “Eles me ensinaram o caminho das pedras e a estes mestres e aos que tive na universidade, sou eternamente grato além do apoio e companhia que sempre tive da minha namorada Raquel Brandão”, acrescenta.
Ana, Ricardo e Thales, três repórteres do futuro que aprenderam que o jornalismo se faz além dos prédios acadêmicos e que a procura do aprendizado deve ser insaciável. Uma corrida sem fim cujo bastão será passado para aqueles que têm interesse e principalmente curiosidade.

A corrida continua. Avante!

sábado, 19 de abril de 2014

São Paulo e os dois lados do problema viário

Mais uma matéria minha publicada na rede Nossa São Paulo

"São Paulo e os dois lados do problema viário"

A matéria aborda um tema importante e pouco discutido em São Paulo o problema que a capital enfrente diariamente com os ônibus intermunicipais e as soluções que não são tomadas pelos órgãos competentes. Para a elaboração desta matéria contei com a opinião de Horácio Augusto Figueira, consultor de Engenharia de Transporte de Pessoas e de Frederico Bussinger, ex-secretário Municipal de Transportes de São Paulo.
Saiba o que eles disseram e a solução que São Paulo pode tomar que trará resultados em curto prazo.
Fonte: Rede Nossa São Paulo
http://www.nossasaopaulo.org.br/noticias/sao-paulo-e-os-dois-lados-do-problema-viario

A matéria foi escrita após o terceiro encontro do 7º Curso Descobrir São Paulo - Descobrir-se Repórter da Oboré e Escola do Parlamento. Palestrante Frederico Bussinger ex-secretário Municipal de Transportes em São Paulo. Coordenador do Curso Milton Bellintani.

A Tecnologia da Saúde já chegou aos extremos de São Paulo

Minha matéria publicada na Rede Nossa São Paulo

"A Tecnologia da Saúde já chegou aos extremos de São Paulo"

A matéria aborda o tema dos Prontuários eletrônicos que a secretaria de Saúde de São Paulo pretende implantar em toda a rede. No entanto o Prontuário Eletrônico já é utilizado na Zona Leste da Capital. Saiba em qual bairro e como ela funciona.

Fonte: Rede Nossa São Paulo
http://www.nossasaopaulo.org.br/noticias/tecnologia-da-saude-ja-chegou-aos-extremos-de-sao-paulo

A matéria foi escrita após o segundo encontro do 7º Curso Descobrir São Paulo - Descobrir-se Repórter da Oboré e Escola do Parlamento. Palestrante Dr. David Braga Junior. Coordenador Milton Bellintani

“Muitos ‘Justiceiros’ são policiais pagos”, afirma ex-militar

Ex-militar que escreveu livro para denunciar abuso de autoridade em quartel de Fortaleza confessa que já recebeu proposta para matar bandidos a pedido de comerciantes. Ele e um policial civil de São Paulo pedem a desmilitarização da PM

Repórter: Bruno Martins

Expulso da corporação por ter escrito e distribuído aos colegas o seu livro: “Militarismo um sistema arcaico de Segurança Pública”, Darlan Menezes Abrantes, 39, é hoje um pastor evangélico na Igreja Batista em São Cristovão, Fortaleza. Ele defende a desmilitarização da Polícia Militar e afirma: “Muitos ‘Justiceiros’ são policiais contratados por comerciantes dispostos a pagar no mínimo dez mil reais para você matar um bandido”, declarou.
Fonte: Arquivo Pessoal
O ex-militar da Cavalaria do Batalhão de Fortaleza – Ceará confessa que já recebeu propostas de comerciantes vitimas de assaltos para matar bandidos: “Eu nunca aceitei, mas sei que depende muito do tipo de bandido e o perigo que ele representa para a sociedade, quanto mais perigoso mais caro é”, explica.
Em relação aos casos de moradores que fazem justiça com as próprias mãos, como constantemente tem sido veiculado pela mídia, Darlan acredita que isso é resultado do descrédito que a segurança pública adquiriu da população: “Infelizmente a violência chegou a um nível terrível no Brasil e com isso a população tenta fazer justiça com as próprias mãos, ou questionam os policiais, por que eles não batem nos bandidos já fui questionado dessa forma por um cidadão quando eu prendi um indivíduo”, lembra.
Fonte: Arquivo Pessoal
Darlan foi expulso da corporação em janeiro deste ano. Em seu livro que já está na segunda edição ele denuncia o militarismo exercido por oficiais dentro dos quartéis: “Os oficiais (Coronéis, Capitão e Tenentes) não pensam na sociedade só pensam neles, eles morrem de medo da desmilitarização, pois temem perder o poder que o sistema (militarismo) lhes dá”, ressalta. Com esse pensamento Darlan defende que a PM ainda vive uma cultura herdada pela ditadura (período em que o Brasil foi governado por militares de 1964 a 1985).
“A PM perdeu o foco de ostensividade e está indo para as ruas disposta a matar, pois o militarismo é um sistema de guerra, que nos deixa a cada dia mais violento e essa repressão quando necessário é um papel a ser exercido pelo exercito, marinha e/ou aeronáutica”, defende. O ex-militar garante que em 13 anos dentro da corporação, não matou e sequer recebeu ordens para isso.
A defesa pela desmilitarização veio quando ele ainda estava na faculdade de teologia na Universidade Estadual do Ceará – UECE e no contato que fez com professores de outros países que já são desmilitarizados: “A partir disso comecei a abrir minha mente para este tema e resolvi escrever o meu livro com base no que eu vivia no quartel e que outros militares me confessavam”, revela. Ele cita uma das frases do livro que a considera mais importante: “A PM é uma polícia medieval, nela existem duas classes os senhores feudais (Oficiais) e os escravos (Praças)”.
Quando ainda no quartel Darlan confessa que questionou o seu superior a respeito dos seus direitos e o que recebeu foi uma folha branco: “Os seus direitos estão aqui, foi o que ele me disse”, recorda.
Para ele a PM de São Paulo como de qualquer outro Estado é uma polícia agressora: “Enquanto houver militarismo no sistema de segurança teremos uma polícia violenta, que olha a sociedade como um inimigo a ser combatido”, diz.
Policial Civil defende a criação de uma polícia que faça o ciclo completo
Um policial civil de São Paulo que prefere não se identificar diz ser a favor da polícia que faz o ciclo completo, ele explica que nos Estados Unidos não existe distinção entre os civis e militares sendo eles uma única corporação: “O que faríamos é deixar de ter duas polícias para ter uma ‘Policia do Estado’. O policial vai para a rua fardado prende o indivíduo e leva para a delegacia lá o outro policial registra o caso e encaminha o meliante para a prisão se necessário”, explica.

Fonte: Parana-online
Para ele o problema maior não é na militar versus civil e sim na legislação brasileira: “As pessoas defendem muito a desmilitarização eu também sou a favor, no entanto o que devemos discutir mais é a legislação do nosso país que é falha, hoje um indivíduo comete um crime, pois sabe que por mais que o militar vai lá e o prenda ele não ficará preso por muito tempo, isso desmotiva o profissional e dá brecha para a criação de novas milícias e a regra do olho por olho (Justiceiros) se torna fator importante nas tomadas de decisão da sociedade e da própria polícia”, disse. De acordo com ele, a criação do ciclo completo representa pouco custo para o Estado.
Tanto para o policial civil, quanto para o ex-militar Darlan a desmilitarização tem que começar dentro dos quartéis para que assim a PM olhe o cidadão como amigo e não como inimigo: “Os oficiais precisam ser mais compreensivos com seus soldados, para que eles possam ir para as ruas sem se preocupar com possíveis penalidades que receberão porque a bota esta suja ou a barba está por fazer”, ressalta o civil.  
Fonte: Coluna do Leitor
Segundo Darlan, não adianta o policial receber uma formação mais humana na academia se o sistema continua o mesmo nos quartéis: “E foi por esse sistema arcaico que não respeita liberdade de expressão que fui expulso”, disse.

Mesmo depois de ter sido expulso da corporação e pelas denuncias apresentadas em seu livro ele confessa que não recebeu nenhuma ameaça: “Em maio terá audiência sobre a minha expulsão onde serão ouvidas as testemunhas de acusação se eu pudesse voltaria para o quartel, apenas para dizer aos meus oficiais que eles não são os donos de PM e sim o povo”, finaliza.

Matéria feita com base na sexta coletiva de imprensa do 7º Curso Descobrir São Paulo - Descobrir-se Repórter da Oboré e Escola do Parlamento. Entrevistado jornalista Bruno Paes Manso. Coordenador do curso Milton Bellintani.

A influência do PDE na vida daqueles que não moram em São Paulo

Cerca de 1 milhão de ônibus intermunicipais entram em São Paulo diariamente, a maioria se deslocam de cidades do interior para levar trabalhadores e estudantes a Capital, destes cerca de 2.300 são moradores de Santa Isabel 

Repórter: Bruno Martins

Prestes a ser votado na primeira semana de abril deste ano, o Plano Diretor Estratégico – PDE de São Paulo que tem entre os principais objetivos organizar melhor os espaços da cidade apresenta em suas propostas de melhoria a reestruturação da mobilidade urbana. No entanto nenhuma dessas propostas visa o transporte intermunicipal que liga cidades do interior a capital paulista.
Fonte: Blog Arinos Correa 

É realizado cerca de 1 milhão 894 mil viagens diárias de ônibus intermunicipais que ligam a capital a outros municípios, segundo pesquisa de mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo realizada pelo Metrô e divulgada na segunda-feira,10. Deste 1 milhão, 41 viagens diárias são realizadas pela linha 219 da empresa Pássaro Marron, que liga a cidade de Santa Isabel, interior de  São Paulo a estação Armênia do Metrô.
Considerada a tarifa mais cara do Estado de acordo com os dados da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU, a um custo de R$ 5,65, a linha 219 transporta diariamente 2.300 passageiros muitos destes deixam a pacata cidade do interior com 51 mil habitantes, para trabalharem e estudarem em São Paulo. O massoterapeuta Rodrigo Barbosa, 26, é um deles. Cinco vezes por semana ele percorre 74 km que é a distância entre as duas cidades, para trabalhar no Bairro do Morumbi, zona sul da capital: “Saio de casa por volta das 7h, pois tenho que estar no trabalho às 10h e só retorno às 22h00”. Para Rodrigo além da superlotação da linha nos horários de pico o tráfego intenso de veículos é o que causa mais cansaço naqueles que precisam viajar diariamente para a Capital.
Para se livrar deste cansaço e estresse a qual se submetia para ir trabalhar a auxiliar administrativa Fernanda Lima, 25, se mudou para São Paulo há um ano e todo o trajeto que ela fazia ônibus intermunicipal, Metrô e coletivos municipais se reduziu, a duas estações de Metrô ou 20 minutos de caminhada: “Chegava a ter um gasto de cerca de R$ 400,00 por mês com transporte, hoje junto com meu noivo pagamos um aluguel de R$ 1.300,00, em uma residência próximo a Estação de Metrô Alto do Ipiranga, o investimento valeu a pena”, ressalta.
Rodrigo e Fernanda já trabalharam em Santa Isabel, mas dizem que se renderam a São Paulo, pois as áreas de atuação são bem maiores, com grandes chances de crescer profissionalmente e a mão de obra é mais valorizada.
Dentro de São Paulo as propostas do PDE para controlar este aumento populacional estão relacionadas à inclusão de novas áreas nos eixos de corredores e exclusão daqueles considerados inadequados nas regiões. De acordo com o Presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, José Américo (PT) o PDE prevê o aumento de 80% dos corredores de ônibus nos próximos dois anos: “Isso significa a construção de 150 km de corredores”, enfatizou.
Na última terça-feira, o projeto dos corredores de ônibus que é uma bandeira da gestão Fernando Haddad (PT) foi para discussão na Câmara de Vereadores de São Paulo, no entanto recebeu a reprovação de Parlamentares que são contra as mudanças que estes corredores podem provocar em São Paulo. A desapropriação de sete mil moradias que estão dentro destes eixos, foi um dos motivos alegados para a não aprovação do projeto.
O PDE passou por 46 audiências públicas promovidas pelo legislativo além das oficinas realizadas nas 31 subprefeituras do município paulistano.  Enquanto São Paulo tenta acertar a sua frota de coletivo municipal dentro da cidade, com a construção de corredores, os ônibus intermunicipais que conduzem na maioria das vezes mão de obra do interior para trabalhar na Capital, se deslocam como podem.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU gerencia 4.800 coletivos intermunicipais destes 80% tem como destino a Capital Paulista: “os pontos terminais dos nossos serviços estão  nos extremos da periferia, a exemplo da zona Oeste, em que a maioria dos ônibus metropolitanos chega até o Bairro Pinheiros; na zona Sul, até as Estações Capão Redondo e Campo Limpo do Metrô; na Norte, até as Estações Armênia Tucuruvi e Parada Inglesa do Metrô; e na Leste até Penha, Itaquera, Guaianazes e São Miguel”, explica a assessoria de imprensa.
As linhas da EMTU transportam em média 45 milhões de passageiros por mês, o que representa 1,7 milhão de usuários por dia.

Matéria feita com base na primeira coletiva de imprensa do 7º Curso Descobrir São Paulo - Descobrir-se Repórter da Oboré e Escola do Parlamento. Entrevistado José Américo vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Coordenador do curso Milton Bellintani

Veja uma matéria que saiu nesta semana no G1 "Justiça de SP suspende audiências públicas do plano diretor"