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segunda-feira, 16 de março de 2015

Anônimos notáveis

Um mendigo na rua que pede para ser fotografado, crianças que correm na direção de uma lente que as mirava de longe, e que depois da primeira foto querem mostrar como brincam e o que fazem em um lugar onde na maioria das vezes o lazer é precário.
A escritora de 82 anos, que passou boa parte de sua velhice em um asilo, e que no dia de Corpus Christi fez questão de sair nas ruas, para prestigiar a magia dos tapetes feitos de forma artesanal. Teotonia Rodrigues de Castro encanta nas palavras sabias e no olhar meigo de uma senhora juvenil. 
Tem gente, que não espera a fé mover montanhas e vai a caminho dela a pé ou a cavalo, seja na basílica mais próxima ou até mesmo na padroeira do Brasil. Pagar promessas ou simplesmente agradecer pelo dom da vida. 
Tem gente, que foi sozinho, mas também os que vieram em grupo, conheceram os costumes do Brasil e se apaixonaram. Ao todo 200 mil pessoas estiveram na Basílica de Aparecida do Norte onde ouviram a celebração do Papa Francisco na jornada mundial da juventude, em julho de 2013.  
Como não se apaixonar com o sorriso de Jaime Rocha da Silva que aos 72 anos reencontrou a filha, que sofre de problemas psiquiátricos e estava desaparecida há mais de 5 anos. 
Teresa Pimenta Neves, 71, ou simplesmente Dona Teresa, a mulher que sozinha percorre as ruas levando consigo sobras de vidas jogadas no lixo. Uma catadora de reciclagem que nunca frequentou a escola e que também nunca quis ter filhos.
São estes personagens que formam a historia de Santa Isabel. Que saíram  do anonimato por alguns minutos e tiveram suas vidas expostas para a sociedade, onde eu tive o prazer de ser o contador de suas histórias. Histórias que me permitiram olhar para o meu eu jornalista
A profissão que escolhi para a vida e para além dela. Contar histórias e me encantar na mesma intensidade, com cada uma delas.  


Pulando o esgoto no Bairro Cachoeira em Santa Isabel

Alguém olhe pela crianças que brinca no Bairro Vila Guilherme em Santa Isabel.




De cavalgada de Santa Isabel, para Aparecida do Norte.
Teotonia Rodrigues de Castro a escritora de 82 anos que vivo no
Lar São Vicente de Paula, em Santa Isabel.

O dia que um morador de rua me pediu para fotografá-lo, mas eu, infelizmente, não perguntei o seu nome.

A jornada Mundial da Juventude em Santa Isabel.

O dia que o coreto Praça da Bandeira, recebeu o show de calouros alemães 
em Santa Isabel.

Construída em 1723 com mão de obra escrava, a igreja do Rosário em Santa Isabel entra para a história da jornada mundial da juventude. Na sua faxada representantes da Itália, Portugal, França e Alemanha. 
Dona Teresa, a mulher que dedica a sua vida a recolher sobras de vidas pelas ruas de Santa Isabel. 



O amor entre um morador de rua e seu cão.

A nova geração de Santa Isabel.


Jaime Rocha da Silva, 72, no encontro com a filha, Maria Rocha da Silva desaparecida há cinco anos.
O dia que o muro da casa de Dona Josefina, 84, caiu com a força da água do ribeirão.

Quando a Rodovia foi engolida pela terra.


Desbarrancamento da Estação de Tratamento de Água em Santa Isabel.

As cabeças da tradicional feira de Santa Isabel.

O dia que Donizete Venerando, 56, quis matar quem matou seus gatos com chumbinho.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vidas secas: A escassez em Santa Isabel registrada em fotojornalismo

Ela teve espaço garantido em todos os jornais e mídias do país, desde grandes manchetes até notinhas de rodapé. A água um bem precioso que forma 70% do nosso planeta está chegando ao fim.
Durante os anos de 2013 e 2014 acompanhei de perto em matérias para o Jornal Ouvidor o drama de famílias de Santa Isabel que passaram dez, 20 e até 30 dias seguidos sem água. A Prefeitura tomou medidas extremas, bairros sofreram racionamentos, o Estado cedeu caminhões pipas, uma transposição foi feita para levar água da Represa do Jaguari ao Ribeirão Araraquara, este que abastece 70% da área urbana da cidade e que durante a seca chegou ao seu nível zero.
Barragens foram construídas por duas vezes, a primeira durou uma semana e a força da água do Jaguari a levou embora. Uma segunda foi construída em tempo recorde e a cidade conseguiu armazenar o maior número possível de água para abastecimento humano.
Manifestações, torneiras secas, filas nas bicas da cidade, famílias exibindo suas contas de água pagas em dia para evitar o corte daquilo que eles não tinham, canos quebrados pela cidade, a polícia intervindo e escoltando caminhões até os bairros enquanto isso mais canos quebrados na região central. Estas e outras imagens você confere na publicação “Vidas secas”.  



Com o calor escaldante crianças se banham em bica no Bairro da Avenida Brasil em Santa Isabel.

No Bairro do Jd. Novo Éden uma senhora olha feliz um caminhão pipa que estacionou na porta de sua casa para abastecer as residências do bairro.
  
Ribeirão Araraquara responsável pelo abastecimento de 70% da área urbana da cidade que tem capacidade para armazenar 1,20m chegou a menos 10 centímetros de água.
Manifestações em busca de água
No Bairro Vila Guilherme, moradores cercam caminhão pipa e exigem que motorista abasteça suas casas. 

Moradores da Vila Guilherme fazem manifestação em Avenida Coronel Bertoldo. 

Polícia Militar permite manifestação e negocia com moradores a liberação de uma das vias.

Morador se banha com água da rede pluvial ao fundo outros com baldes vazios exigem abastecimento em suas casas. 

Na Vila Guilherme moradores interditaram as duas vias da Avenida Coronel Bertoldo que dá acesso ao centro da cidade e a Rodovia Presidente Dutra. 

No Bairro Jd. das Acácias moradora mostra que a torneira do cavalete não recebe água há 15 dias.

Com as torneiras secas a louça suja acumula na pia da cozinha, no Jd. das Acácias.  
O custo da seca: Moradores exibem contas que vieram mesmo sem água nas torneiras
No Bairro da Cachoeira onde a rede de abastecimento municipal não envia água, famílias que dependem de poço, ficaram sem água durante um bom tempo.

Família teve que comprar água mineral para cozinhar e até tomar banho.

No Bairro Vila Gumercindo moradora ficou dez dias sem água e mesmo assim conta veio com a cobrança normal de todos os meses.



Indignados moradores do Jd. Novo Éden exibem contas de água pagas.

No Bairro Jd. Novo Éden o caminhão pipa teve que subir escoltado, Prefeitura mobilizou seus profissionais para conversar com os moradores e tentar acalmá-los. No meio deles de óculos escuro o ex-diretor de Serviços Municipais, Reinaldo Nunes.
Fernanda Cristina Ribeiro grávida ao lado do irmão, mãe e marido ficaram mais de 20 dias seguidos sem água no Bairro Jd. das Acácias.

Meses depois após o nascimento da filha, a família de Fernanda ainda sofria com a escassez que assolou durante dias a parte alta do Jd. das Acácias.


Com o vaivém da água na torneira Fernanda Cristina não conseguia manter a casa limpa. Prefeitura realizou obra de expansão da rede de abastecimento no bairro o que promete minimizar a seca.
Prefeitura faz barragem para amenizar seca
A primeira Barragem que a Prefeitura construiu na Represa do Jaguari, durou menos de uma semana. O alto nível da água e a forte pressão dela a fizeram desbarrancar. 
A sujeira no ponto da régua indica que o nível da água armazenada com a barragem, chegou a 4m.
Após o desbarrancamento o nível da represa chegou a 1,5 metros centímetros na área da barragem. Um novo enrocamento foi construído em três dias. 
Polícia intervém para evitar briga entre moradores e escoltar caminhões pipas nos bairros
No Bairro Pq. São Benedito a Polícia é acionada para conter bate boca entre moradores que queriam que caminhão pipa da Prefeitura, abastecesse suas casas. 
  
Profissionais do Departamento de Água e Esgoto se mobilizam para consertar adutora que rompeu no Bairro Jd. Cruzeiro e interrompeu abastecimento em três outros bairros.
Nunca as bicas foram tão procuradas
Morador  sem água a cinco dias, retira água da bica no Bairro Av. Brasil.




Bica Av. Brasil.



População ainda não sabe qual foi o motivo, mas bica no Bairro Av. Brasil foi fechada e para evitar que alguém pegasse água torneiras foram arrancadas.

Perto das 23h moradores fazem fila em bica no Bairro 13 de Maio para encher garrafões.
 
Indignado comerciante mostra a realidade diária dos moradores do Bairro Jd. Cruzeiro que fazem fazem fila durante o dia para encher garrafões em bica.
Fotos de Bruno Martins publicadas em matérias do Jornal O Ouvidor entre os anos de 2013 e 2014.